No final de junho a comunidade de passageiros de cruzeiros ficou chocada ao saber que a popular Pullmantur, foi à falência, pondo fim a todas as suas operações.

Pouco depois, soube-se que os navios de sua frota, Monarch e Soberano, estavam sendo enviados ao porto turco de Aliaga para serem demolidos.

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E com isso os passageiros que reservaram um cruzeiro com a Pullmantur, Foi oferecido aos afetados um voucher para um futuro cruzeiro na Royal Caribbean Cruises Ltd. – uma acionista da Pullmantur

Após meses sem novidades, a transportadora volta a estar ativa com um recente anúncio feito na sua página oficial do Facebook onde foi anunciado que está a trabalhar para regressar ao mercado de cruzeiros e reiniciar as operações.

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Em uma série de perguntas no Facebook, a Pullmantur pediu a seus passageiros comentários sobre o que eles gostariam de ver quando a linha retomasse as partidas.

Entre as perguntas estava se os passageiros estão dispostos a pagar preços 10-15% mais altos do que os oferecidos anteriormente, caso uma experiência mais segura seja garantida.

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Embora seus navios Monarch e Sovereign tenham sido vendidos para sucata, o mesmo não aconteceu com o Horizon, que atualmente está fundeado sem serviço em águas gregas.

Muitos passageiros perguntaram: vocês planejam retomar os cruzeiros no Horizon? Até o momento não há declaração oficial a esse respeito apesar que exista rumores apontando o Majesty of the Seas (o navio mais antigo da frota da Royal Caribbean) junto com ao Empress (que havia retornado à Royal Caribbean para fazer cruzeiros até Havana, que foi novamente proibido) venha fazer parte da retomada da companhia

O reinício será uma tarefa difícil para a Pullmantur, já que a empresa declarou falência em julho, culpando o fechamento global da indústria de cruzeiros devido à pandemia do coronavírus.

A Pullmantur Cruises disse que está a trabalhar em conjunto com a administração da falência para apresentar um novo plano de negócios que implique a volta à operação e garanta a viabilidade da empresa.

Por outro lado, o nicho de mercado da Pullmantur é a Espanha e os países da América Latina, incluindo o Brasil, que estão entre os mais impactados pelo covid-19, esclareceu Vogel, que não acredita que possamos ver um navio saindo dos portos Espanhóis nos próximos quatro ou cinco meses.

“Desde a suspensão das operações em meados de março devido à pandemia, o principal objetivo dos Cruzeiros Pullmantur sempre foi e continua a ser retornar aos cruzeiros o mais rápido possível. Este é um objetivo claro e firme ”, afirmou o CEO da empresa, Richard J. Vogel, em entrevista a uma mídia europeia.

Recentemente, a empresa tem estado em destaque nos meios de comunicação espanhóis ao afirmar que a Pullmantur deixará a sua sede no Edifício Pórtico em Madrid devido à impossibilidade de pagar o aluguel. A mídia local também informou que 127 dos 311 funcionários que trabalham na sede não receberam salário durante o mês de agosto.

Diante desse problema, o CEO da Pullmantur enviou um e-mail a toda a equipe, garantindo que o salário seria pago. Relativamente ao não pagamento do aluguel à saída da empresa da sede, Vogel disse estar a analisar várias opções, mas não há qualquer decisão quanto a uma eventual mudança.

Já na justiça…

A mídia espanhola Voz Pópuli publicou:

O juiz Carlos Nieto, do Tribunal Comercial número um de Madrid, encarregado da falência da espanhola Pullmantur Cruceros, destituiu da administração da empresa sua proprietária, a multinacional norueguesa americana Royal Caribbean, uma das líderes mundiais do indústria de cruzeiros

O juiz explica em despacho recente que a Royal Caribbean enviou para o desmantelamento, entre janeiro e março passado, os navios com que operavam os Cruzeiros Pullmantur, apesar de estes terem um prazo de exploração que expira em 2022. Além disso, indica o juiz, a tesouraria da empresa devedora foi transferida para outras empresas maltesas.

A Royal Caribbean anunciou em meados de junho que estava solicitando a falência da Pullmantur Cruises devido ao impacto da pandemia em seus negócios. Mas o juiz lembra em seu despacho que o desmantelamento dos navios com que operava a empresa espanhola, decisão tomada antes do início da pandemia, derrubou as possibilidades de continuidade da Pullmantur.

O magistrado especifica que não está determinando nesta fase processual se o desmantelamento dos navios e a descapitalização da Pullmantur foram causados ​​pela Royal Caribbean, ou se essas foram as únicas decisões econômicas possíveis.

Mas ele destaca que existe o risco de que a situação descrita pela administração da falência tenha ocorrido, e que somente a possibilidade de a Royal Caribbean ter enviado os navios ao sucateamento para capturar o mercado que a Pullmantur tinha, justifica a medida de suspender sua capacidade para administração da empresa espanhola.


Embora a mídia tenha mostrado muitos problemas existe a possibilidade da volta da companhia como uma verdadeira Fênix que renasce de suas cinzas. apesar que baixa, esperemos.

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